Revista LOJAS Papelaria - Edição 272

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16 ABRIL 2018 - LOJAS PAPELARIA CONJUNTURA Depois de dois anos de queda, o mercado brasileiro de smartphones reagiu e fechou 2017 com o segundo melhor desempenho da história: no ano, fo- ram vendidos 47,7 milhões de aparelhos, crescimento de 9,7% em relação a 2016 e apenas 6,8 milhões a menos do que em 2014, até agora o melhor ano de vendas de smartphones no país. Já o mercado de features phones, com vendas de 3,1 milhões de aparelhos, registrou queda de 37% em re- lação a 2016. Os dados fazem parte do IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de tecnologia da informação e telecomunicações.  “Mesmo sendo mais fácil crescer quando se vem de um período de declí- nio, como foram os anos de 2016 e 2015, não se pode desprezar o desem- penho do mercado de smartphones no ano passado, principalmente no primeiro semestre, que cresceu acima do projetado”, diz Leonardo Munin, analista de pesquisa do mercado de celulares da IDC para América Latina. “A liberação de saques das contas inativas do FGTS injetou dinheiro e âni- mo ao consumidor, que vinha protelando a troca do aparelho e, com esse Mercado de smartphones cresce em 2017 e atinge o segundo melhor desempenho de vendas Estudo da IDC Brasil mostra também que o mercado de smartphone premium está em alta, enquanto o de feature phones está em declínio recurso extra na conta, foi às compras”, avalia Munin.  Outro fator que impactou positivamente nas vendas foi a luta pelo market share travada pelas grandes marcas. “Nunca tivemos cortes tão agressi- vos de preços”, afirma Munin, lembrando que um aparelho lançado por R$1.100, por exemplo, após o primeiro mês passou a R$999, no segundo baixou para R$899 e na Black Friday pôde ser adquirido por R$700. “Essa guerra de preços acabou provocando um posicionamento de preços de to- dos os demais players e consolidando o mercado”, afirma o analista da IDC Brasil. Para se ter ideia, em 2016, os quatro maiores fabricantes detinham 76% do mercado. Em 2017, os mesmos quatro passaram a ter 85%, pois com preços mais baixos conquistaram também o consumidor de outras marcas. “Esta consolidação é global, mas no Brasil acontece em ritmo mais acelerado, já que aqui a questão da marca é muito forte e, se a diferença de preço é pequena, o brasileiro opta pela grife”.  Segundo Munin, a menor diferença de preço entre um smartphone e um feature phone explica também a queda nas vendas de celulares mais sim- ples. “O preço de alguns modelos de smartphone está colado ao do feature phone, e isso estimula o consumidor a investir em um aparelho melhor, ainda que básico.”  Além disso, algumas marcas que ofereciam celulares deixaram de atuar no Brasil ou abriram mão de lançar dispositivos mais simples, estimulando o consumo do smartphone. Tudo isso explica o resultado do ano: em 2017, dos 50,8 milhões de apare- lhos vendidos, 6% foram de feature phones e 94% de smartphones. Em ter- mos de valores, em 2017 o mercado de celulares sem sistema operacional foi ainda menos atraente para as marcas globais, com apenas 0,6% de ren-

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