Revista LOJAS Papelaria - Edição 273

Revista LOJAS Papelaria - Edição 273

18 MAIO 2018 - LOJAS PAPELARIA CONJUNTURA Assim como o dinheiro de papel evoluiu para o dinheiro de plástico (cartão de crédito e débito), o próximo passo será uma evolução para o paga- mento realizado diretamente através dispositivos móveis. É uma evolução que já está acontecen- do fora do Brasil através de diversas empresas e aplicativos que reconheceram a atual demanda das novas gerações de consumidores. Tanto consumidores quanto estabelecimentos comerciais vivem uma silenciosa revolução dos meios de pagamento. Relógios, anéis, pulseiras e até adesivos já são uma realidade na hora de pagar as contas. Mas quem tem se destacado mesmo são os celulares que, através de aplica- tivos específicos, transformam-se em verdadei- ras carteiras digitais. Segundo dados do Banco Central (BC), os paga- mentos pelo celular e outros dispositivos móveis aumentaram cerca de 2275% nos últimos cinco anos. Em sua newsletter “Conexão Real”, o Ban- co ainda destaca que as 16,7 bilhões de transa- Pagamentos pelo celular crescem no Brasil Segundo dados do Banco Central (BC), os pagamentos pelo celular e outros dispositivos móveis aumentaram cerca de 2275% nos últimos cinco anos ções feitas em 2016 por equipamentos móveis mostram que esse canal tem ganhado cada vez mais a preferência dos brasileiros e já responde por 28% das operações. Em 2015, essa partici- pação era de 19%. Conforme revelam os dados da Pesquisa de Tecnologia Bancária, encomendada pela Febra- ban e que envolveu 17 instituições financeiras no Brasil, representando 91% do mercado, 9,5 milhões de clientes já são considerados heavy users, ou seja, são usuários constantes por meio de smartphones. Esse público realiza mais de 80% de suas operações por esse canal. Mas esse crescimento não é reservado apenas às terras tupiniquins. Em países como a China, os pagamentos móveis como o WeChat Pay, o Alipay ou o Apple Pay se tornaram tão comuns que até mesmo os vendedores ambulantes e as lojas de revistas disponibilizam esse meio, como mostram dados da CGTN (China Global Televi- sion Network). Os músicos que tocam nas ruas chinesas, por exemplo, dispõem de placas com QR Codes. Por conta disso, o volume de paga- mentos via mobile em 2016, chegou a US$ 5,5 tri- lhões, na China, enquanto os EUA somaram US$ 112 bilhões, conforme a consultoria iResearch. Para necessidades diferentes, métodos dife- rentes Além do QR Code, onde um código de barras bidimensional é escaneado por meio da câme- ra fotográfica do smartphone ou tablet, outro método utilizado é o via SMS ou USSD, (Da- dos de Serviços Suplementares Não Estrutu- rados), oferecidos no Brasil pelas operadoras de celular, como o Oi Carteira, Zuum Vivo, Multibank Tim Caixa e Meu Dinheiro Claro. A desvantagem, no entanto, é que como cada uma tem um sistema próprio, só é possível utilizar a solução da empresa com a qual o smartphone ou tablet foi habilitado. Com mais de 70% do total, de acordo com Per-

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