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Negócios devem voltar à normalidade no 1º semestre de 2021

11/09/2020 - 11:09

Em live, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, avaliou o cenário das micro e pequenas empresas diante da crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus

O cenário econômico para os pequenos negócios deve voltar à normalidade no final do 1º semestre de 2021. A perspectiva é do presidente do Sebrae, Carlos Melles, que participou de uma live sobre o empreendedor contra a pandemia, promovido pelo canal Conexão Mais, com veiculação na TV Record. O debate analisou o futuro das micro e pequenas empresas diante da crise causada pelo coronavírus, que afetou o país e o mundo. Um dos maiores desafios, segundo Melles, continua sendo a falta de crédito para o segmento.

De acordo com Carlos Melles, o panorama no setor começa a ser retomado de forma lenta, mas a tendência é que volte à normalidade entre junho e julho do próximo ano. “É preciso que os donos de pequenos negócios renegociem com os bancos, com seus fornecedores e com os clientes”, aconselhou o presidente do Sebrae. “O faturamento das empresas caiu com a pandemia, mas estamos retomando a movimentação aos poucos”, observou Melles, ressaltando que o Sebrae elaborou 47 protocolos para ajudar os pequenos negócios no retorno às suas atividades depois da pandemia.

O presidente do Sebrae ressaltou ainda que a crise fez com que os pequenos negócios passassem a tomar novos rumos, como adotarem o uso da tecnologia para a comercialização de serviços e produtos. Melles afirmou que, no período da crise, os empresários também procuraram qualificação. “Estimulamos as micro e pequenas empresas a serem digitais e a procura pelos nossos cursos cresceram mais de 200%”, disse o presidente.

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foi citado como uma alternativa de financiamento para o segmento. Para finalizar, Melles destacou que as micro e pequenas empresas atualmente representam 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e que o objetivo do Sebrae é elevar o percentual para 40%, já que o setor é um dos mais gera empregos e renda no país.

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