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Pesquisa BIC descobre que 97% dos pais e mães passam quase 2 horas por dia apoiando a vida escolar dos filhos durante a pandemia

30/11/2020 - 09:11

Para entreter as crianças, levantamento também mostra que algumas práticas aumentaram: 57% dos entrevistados investiram em atividades de desenhar, colorir e pintar

A BIC traz os resultados da recente pesquisa ‘A vida escolar na pandemia’, realizada com o intuito de entender como as famílias estão se adaptando às aulas durante a pandemia. O levantamento conclui que a vida escolar dos filhos na pandemia está exigindo muito dos pais e mães, que entraram em campo para apoiá-los no aprendizado. Isso ocorre em 97% dos casos, abrangendo todas as classes sociais e regiões do país, tanto para crianças em escolas privadas quanto públicas. São, em média, quase 2 horas por dia apoiando a vida escolar de seus filhos, assistindo aulas e ajudando nas lições de casa e trabalhos.

Desafios da nova rotina escolar para pais e filhos

Apesar da maioria dos pais e mães se autoanalisar positivamente como “professores”, 81% dizem ter dificuldade em pelo menos uma matéria, sendo matemática a maior vilã, citada por 47% dos responsáveis. Já para as crianças, o principal desafio durante as aulas online é a dificuldade de concentração, citada em 1º lugar por 26% dos entrevistados, seguida da falta de contato pessoal com professores (19%) e colegas (14%).

A pesquisa também traz dados que mostram que os responsáveis gostariam de receber mais apoio da escola durante esse momento, em dinâmicas para ajudar na aprendizagem (87%), dicas de atividades complementares para as crianças realizarem em casa (81%), assistência pedagógica que auxiliem os filhos nas aulas online (81%), apoio psicológico para os pequenos (79%) e apoio tecnológico (73%).

Apesar de todas as dificuldades, apenas 24% dos pais e mães avaliam que o desempenho dos filhos piorou. A maior parte acha que está igual (50%) e 27% acreditam que melhorou. Essa percepção é a mesma em todas as classes sociais e regiões, sendo em escola pública ou privada. A pandemia também não parece ter piorado a relação dos responsáveis com a escola. Bem poucos (16%) se mostraram insatisfeitos e há mais pais e mães que avaliam que o relacionamento melhorou e que a comunicação com os professores aumentou.

A decisão de voltar às aulas presenciais também foi colocada na balança. Cerca de 67% dos entrevistados se sentem inseguros em relação a deixar os filhos retornarem às escolas sem uma vacina, enquanto 21% se sentem seguros. No entanto, 25% pretendem deixá-los voltar às aulas mesmo sem a vacina. Isso acontece, não necessariamente porque estejam se sentindo confiantes, mas porque veem que as crianças estão sentindo muita falta da convivência com os colegas e professores, além de sentirem que há perdas acadêmicas.

Reaproveitamento e aumento dos gastos médios com materiais escolares

Em tempos de bolso curto, o contexto atual impulsionou o reaproveitamento: 71% dos responsáveis entrevistados dizem que buscaram reutilizar o que já tinham em casa, já que 67% afirmam que gastaram mais, principalmente por conta de materiais e serviços eletrônicos, como acessórios para suporte (65%), melhoria no pacote de internet (58%) e aquisição de computador, celular ou tablet (49%).

A pandemia exigiu investimentos não só em segurança, mas também para as aulas virtuais. Cerca de 45% dos pais e mães gastaram mais este ano com material escolar, seja na volta às aulas e/ou depois do início da pandemia, com uma média de gasto de R$ 352,00. Enquanto isso, 23% dos entrevistados afirmam ter investido menos, com uma média de economia de R$ 208,00.

Vida doméstica e as atividades mais realizadas pelas crianças

Para entreter os pequenos, 82% dos pais e mães deixaram que as telas fossem mais usadas. Mas não só: 58% investiram em atividades criativas, 57% no desenhar, 57% em colorir e pintar, 42% em ler livros e, por fim, 34% em brincar em ambientes abertos. O tempo também foi preenchido com atividades extracurriculares, de acordo com 83% dos entrevistados.

Não é só a vida escolar que está sendo desafiadora para as famílias. A vida doméstica também. Além dos responsáveis participarem muito mais da vida dos filhos durante a pandemia, tentando mantê-los longe das telas e com a vida o mais “normal” possível, eles ainda têm que equilibrar sua vida profissional. Entre os entrevistados, 56% acham que o mais difícil é equilibrar a própria vida, enquanto 44% acreditam que é cuidar das crianças.

“Este estudo nos dá uma melhor compreensão da evolução das necessidades das famílias, que são um subconjunto importante de nossos consumidores. Estamos muito satisfeitos em saber que, apesar do aumento do tempo de tela, as crianças estão se expressando criativamente por meio de atividades off-line, como caligrafia, pintura e desenho ”, disse Chester Twigg, diretor Comercial da BIC.

A plataforma digital ‘O Poder das Cores’, disponível em www.biccolorir.com.br, lançada em janeiro deste ano, é uma iniciativa que fornece essas atividades, auxiliando pais e mães a levarem diversão para dentro de casa, fortalecendo o vínculo entre pais e filhos, ajudando as famílias a brincarem juntas, além de estimular o desenvolvimento cognitivo, promovendo o aprendizado lúdico. “Na BIC, temos orgulho de fornecer às famílias e crianças as ferramentas essenciais de que precisam para aprender, trabalhar e se expressar, e esperamos poder ajudar a despertar alegria e imaginação durante esses tempos difíceis”, destaca Twigg.

Sobre a pesquisa

O estudo quantitativo foi realizado pela Quantas Pesquisas e Estudos de Mercado. Foram entrevistados 604 pais ou mães de crianças de 6 a 12 anos, que estudam em escola pública ou privada, das classes ABC, com acesso regular à internet, em todo Brasil. As entrevistas foram realizadas de forma online, entre os dias 23 a 26 de outubro.

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