Através do licenciamento, cadernos voltaram a ser enxergados como itens que unem funcionalidade com estilo
O mercado de licenciamento de marcas é um gigante que movimenta impressionantes 280 bilhões de dólares anualmente, com um crescimento médio de 4,4% ao ano. Enquanto os Estados Unidos lideram esse cenário, o Brasil ocupa a oitava posição no ranking, movimentando em média 4.5 bilhões de dólares da indústria de licenciamento global.
Esse universo, que já inclui franquias globais como Deadpool e Friends, agora ganha outros protagonistas que trazem consigo a reinvenção do papel: os cadernos licenciados por influenciadores e artistas.
Com um público cada vez mais conectado e ávido por produtos que refletem seus ídolos, marcas e personalidades têm encontrado nos cadernos uma forma de se aproximar dos fãs, oferecendo identidade e conexão emocional. E o resultado? Coleções que misturam criatividade, funcionalidade e, claro, o DNA de quem as inspira.
Um dos exemplos mais recentes e emblemáticos desse fenômeno é a coleção "Cadernos dos Rosa", fruto da parceria entre o grupo musical Dos Rosa e a Animativa, terceira maior do setor de papelaria no Brasil. Com ilustrações exclusivas e mensagens inspiradoras, os cadernos foram pensados para estimular a criatividade de jovens e adultos, refletindo a essência do grupo, que conquistou milhões de fãs com suas músicas e vídeos nas plataformas digitais.
Formado por Emily Vick, Robson e Leozinho, Os Rosas acumula milhões de visualizações e uma base de fãs fiel, especialmente entre o público jovem. A nova coleção vem com o intuito de expandir a presença do grupo para além das telas, consolidando-os como uma marca que transcende a música e adentra o cotidiano de seus seguidores.
Outro nome que vem conquistando espaço nesse mercado é o do youtuber Natan Lopes, do canal Natan por Aí, que conta com mais de 18,3 milhões de inscritos e 13 bilhões de visualizações. Em parceria com a Animativa, Natan lançou sua primeira coleção de cadernos, que reflete sua personalidade vibrante e suas cores icônicas, como a temática da colmeia, símbolo de sua marca pessoal.
O influenciador é considerado um dos Top 5 criadores de conteúdo do Brasil. A coleção veio pára celebrar a trajetória de Natan e oferecer aos fãs uma forma tangível de se conectar com seu ídolo, reinventando o caderno que, antes era algo simples e agora, um item de colecionador.
A atriz e cantora Larissa Manoela também entrou no jogo dos cadernos licenciados com uma coleção que traduz sua trajetória e personalidade. Dividida em três temáticas - "Doce Romance", "Memórias da Lari" e "Wanderlust" –, a linha oferece experiências únicas para diferentes perfis de consumidores.
Enquanto "Doce Romance" surpreende com um recurso olfativo que libera aromas suaves durante a escrita, "Memórias da Lari" revisita a infância da artista com pingentes colecionáveis. Já "Wanderlust" celebra o espírito aventureiro de Larissa, incentivando a organização criativa e o planejamento de viagens. A coleção é um exemplo de como produtos licenciados podem ir além do utilitário, oferecendo uma experiência sensorial e emocional que ressoa com o público.
E quem pensa que cadernos licenciados são apenas sobre estilo está enganado. O canal Manual do Mundo, comandado por Iberê e Mariana, lançou uma linha de cadernos que combina funcionalidade e inclusão. Com mais de 18 milhões de inscritos no YouTube, o casal sempre se destacou por democratizar o conhecimento, e agora leva essa missão para o mundo dos cadernos.
A coleção incorpora um alfabeto em libras e utiliza o Método Cornell, uma técnica de organização de notas que maximiza o aprendizado. Disponível em quatro capas diferentes e com opções de 80 ou 160 folhas, os cadernos são projetados para durar, com laminação fosca e papel de alta qualidade. A inclusão da tecnologia Smarlines eleva a experiência de aprendizado, permitindo uma interação dinâmica com o conteúdo.
A ascensão dos cadernos licenciados por influenciadores e artistas reflete uma tendência global: a busca por produtos que ofereçam mais do que utilidade, mas também identidade e conexão emocional. No Brasil, onde o mercado de licenciamento já movimenta US$ 4,5 bilhões, esse fenômeno ganha força, impulsionado por personalidades que sabem como engajar seu público e transformar fãs em consumidores fiéis. Rodrigo Amaral, gerente de comunicação da Animativa, terceira maior empresa de papel do Brasil, explica que essa tendência transforma o papel em algo a mais.
“Hoje, as pessoas clamam por identidade e acolhimento, pensando nisso, cada planner, caderno ou agenda, trazem essa sensação de pertencimento. Agora o caderno não é mais só um item de estudo, mas sim, um item de colecionador, onde as pessoas levam, no dia a dia, seus ídolos e figuras de admiração”, explica.






