Em um mundo cada vez mais tecnológico, brincar com as mãos ganha importância no aprendizado; atividades manuais estimulam criatividade, coordenação e concentração
Brincar é uma das principais formas de aprendizado na infância. Além de garantir diversão, atividades simples como modelar massinha, desenhar, pintar e fazer colagens contribuem para o desenvolvimento da coordenação motora, da criatividade, da concentração e das habilidades sociais. Segundo a Pastoral da Criança, o contato com massinha, giz, lápis e pincéis estimula os sentidos, leva a criança a descobrir formas, cores e texturas e exercita a coordenação motora fina, a criatividade e a capacidade de observação.
Ao apertar, enrolar e modelar a massinha, a criança exercita força e controle dos movimentos das mãos e dos dedos. De acordo com o Instituto NeuroSaber, esse trabalho prepara para tarefas mais complexas, como escrever e desenhar. Com o giz de cera, segurar o material e controlar os traços treina movimentos que serão usados na escrita. Já a pintura apresenta cores, texturas e misturas e exige concentração para controlar o pincel. Segundo o Kumon, é entre os 2 e os 4 anos que a criança costuma ganhar autonomia para usar giz de cera e modelar massinha.
Em uma rotina marcada pela presença das telas, as atividades manuais oferecem outro tipo de experiência. Em vez de apenas assistir a conteúdos, a criança toca, mistura, constrói e interage com outras pessoas.
"Não se trata de tirar a tecnologia da vida das crianças; ela já faz parte da rotina das famílias. O ponto é o equilíbrio. Em muitas experiências diante da tela, a criança assume uma posição mais passiva. Com a massinha ou o pincel na mão, ela cria, erra, desmancha e começa de novo. Essa experiência é insubstituível", afirma Sérgio Janikian, CEO da Master.
Em grupo, dividir materiais, esperar a vez e lidar com ideias diferentes ajuda a desenvolver habilidades sociais desde cedo. Pais e professores podem atuar como mediadores, apresentando os materiais e incentivando a exploração sem transformar a brincadeira em aula.
Massinha, giz de cera e tinta mostram como materiais simples podem acompanhar diferentes etapas do desenvolvimento infantil sem abrir mão da diversão. Para a Master, fabricante desses materiais, mais do que os produtos em si, a empresa destaca as possibilidades de criação proporcionadas por esses materiais.
"A massinha, o giz e a tinta são só o ponto de partida. O que importa é o que vem depois: a criança que inventa um personagem, que mistura duas cores pela primeira vez ou que mostra, orgulhosa, o que criou. É esse processo de descoberta que queremos estimular.", completa o CEO.






